sábado, 8 de dezembro de 2007

A Caverna

Estou na Caverna. Saio dela e, fora, vejo a luz. O mundo não é como eu sabia. Não fico extasiado ou inebriado, assustado mesmo. Volto pra Caverna e ela não é mais como eu a via. Está mais escura. Meus olhos reclamam: quer mais luz ou tempo para se adaptar à escuridão? Se tivesse voltado à luz não saberia que o tempo se encarrega das adaptações, das acomodações. Agora decido: saio ou fico. Para não saber ou para saber. O saber está fora ou dentro da Caverna? Preciso saber isso. Por enquanto só sei que estou com medo. Mas, de ficar ou de sair? Se voltei é porque estava com medo de sair. Então é preciso ficar. Necessito precisamente isso? E se fico perco o medo. Não quero perder nada e resolvo sair.
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