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domingo, 16 de março de 2008

Revestido

Necessitei-me caminhar.
Despi-me das vestes costumeiras
Que me costumo impor,
E assim nascido
E com passo-meta-em-vista,
Fui
(acompanhando o balanço do mar)
Pisando na renda-espuma
Da barra da saia do mundo.

Vi praia rasa
Em mar azul,
Vi movimentos,
Vi gente viva,
Vi vida circulando
Com farrapos coloridos
Em dança perene,
Vi aurora morta
E vi ocaso vivo.
Por isso, estou revestido,
E minha face
Tem traço de vida.

Natal-RN - 1966.
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