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sábado, 16 de junho de 2012

Júdica me


                                                                                                                            Dario Franco


          É voz comum entre os habitantes de Baía Formosa que nas últimas décadas do Séc. XIX, por volta de 1870, foi encontrada grande quantidade de ossos humanos e também de animais, na área que ficou conhecida como Presídio, atual Pontal.

          Esse evento foi oralmente transmitido através das gerações, mas não se conhece nenhum estudo arqueológico naquele sítio.

          Estava a ossada depositada como se numa vala comum. Um cemitério indígena? Não há registro oral de terem sido encontradas urnas funerárias ou outros sinais da cultura dos índios Potiguara que já viviam nessa região. Contudo, um manuscrito cunhado em tecido vegetal ali achado intriga pelo ineditismo. Nele estava gravado, em latim vulgar, o texto ‘Júdica me.’ Atribui-se a ele, ainda hoje, poderes extraordinários ou mesmo mágicos.

          As regras para o seu uso eficaz parecem ter sido acrescentadas algum tempo depois, por um religioso católico leigo, provavelmente sacristão, que morava no Sagi. São elas:

          1) “reza-la treis vezes no dia que for tirar a botija: ao desppertar, à hora merídia e à noite, antes de commeçar a desaterro da botija;

          2) melhor é tê-la de cor, e não sendo possível assim guardá-la é connveniente connduzir sempre a reza forte de encosto ao corpo;

          3) para ter efficácia, essa reza deverá ser transcrita do próprio punho do devoto, em local reservado, sem presença de pessoa;

          Estas sábias recomendações do Abade Seraphicus da Archiabadia de Bügen, devem ser seguidas fielmente se o conntemplado almejar sucesso.” sic  Eis a reza:

Júdica me,

Deus,

et discerne causam meam de gente non sancta:

ab hómine iníquo et doloso

érue me.

Quia tu es ,

Deus,

fortitúdo mea:

quare me repulisti

et quare tristis incédo,

dum afligit me inimícus?

Emite lucem tuam

et veritátem tuam;

ipsa me deduxérunt,

et adduxérunt in montem sanctum tuum

et in tabernácula tua.



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