domingo, 29 de julho de 2012

135° Aniversário da Matança de Agosto de 1877.

                                       


                                                                                                                              Dario Franco

          No dia 10 de agosto de 1877 Baía Formosa foi invadida por um bando de criminosos com o objetivo de expulsar todos os moradores do então povoado.

          Os criminosos, em número de trinta e cinco, eram chefiados por João Cunhaú, dono do Engenho Estrela. Ele dizia que a terra onde viviam os habitantes de Baía Formosa desde antes de 1587 era uma herança sua e a queria desocupada.

          No dia 2 de agosto do mesmo ano, portanto oito dias antes do dia da Matança, aproveitando a ausência dos pescadores que se encontravam no mar, ele estivera em Baía Formosa e, com ajuda dos seus jagunços, derrubou e queimou onze casas.

          Um grupo de moradores foi então a Natal reclamar das atrocidades de João Cunhaú ao Presidente da Província do Rio Grande do Norte, Dr. José Nicolau Tolentino de Carvalho. Em represália a isso João Cunháu decidiu invadir o povoado, queimar todas as casas e matar todos os moradores, incluídas aí mulheres e crianças.

          O pescador Francisco Magalhães soube do plano de bandido João Cunhaú. Então, ele decidiu organizar a resistência juntamente com um grupo de quatorze pescadores, entre eles Manoel Joaquim Biléo, Germano Mendonça, Joaquim do Porto, Miguel dos Anjos Pequenino e João do Porto, e mais a colaboração de todos os habitantes. E no dia 10 de agosto de 1877 impôs aos invasores uma derrota humilhante.

         A vitória dos residentes de Baía Formosa  foi decisiva para o estabelecimento e a prosperidade do povoado que em 1953 tornou-se Vila de Canguaretama e em 1958 virou município independente.

          Hoje Baía Formosa é um importante centro de produção de pescado e orgulho de todos os seus habitantes.

          Neste ano de 2012, 135° aniversário da Resistência, os cidadãos de Baía Formosa reverenciam os seus antepassados resistentes na pessoa de Francisco Magalhães.

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