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sábado, 11 de agosto de 2012

A Resistência

                                                                                                                              Dario Franco


          Ontem, depois de cento e trinta e cinco anos de um grande silêncio, Baía Formosa falou de si mesma: a matança de 10 de agosto de 1877 não foi matança, gente, foi resistência.

          Sim! Isso mesmo! Não foi matança, foi resistência! E dissemos isso abrigados e escudados na Igreja de São Pedro e na capela de São Pedro!

          O Pe. Schirleno, como um profeta, gritou que disseram matança de agosto para nos envergonhar. E é verdade gente! Calamos de vergonha durante exatos cento e trinta e cinco anos. Mas, o mutismo cessou ontem.

          O Pe. Luís Paulo, nosso mais festejado e mais ungido filho, sacerdos in aeternum, como um semeador, distribuiu sementes de memória e nos ordenou que partíssemos para o campo, como ele mesmo o fará, e plantássemos a partir de hoje as sementes da nossa altivez e do nosso ufanismo. Que vestíssemos a túnica da coragem de Francisco Magalhães, que tomássemos também o escudo do destemor dos resistentes de 1877 e preparássemos a esperança de uma grande colheita em 10 de agosto de 2013.
         Ele nos disse ainda que o conhecimento da nossa história alimentará o nosso amor e nutrirá a nossa busca de um futuro sem humilhações.

          E essa conclamação, eu vi, foi feita para uma assistência dominada por uma juventude tão destemida e tão intrépida como exigiu a ação da resistência de 1877. Eram jovens escolares. A maior promessa do nosso amanhã.

          Como iremos fazer isso? Essa nova tarefa não exige planejamento, estratégia e disponibilidade? Não foi com planejamento, estratégia e disponibilidade que os resistentes de 1877 lograram êxito?

          Inscrevo-me para essa semeadura e aguardo a convocação.

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