Barra de vídeo

Loading...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Oposição política. Como se faz isso?




 

Pois é! Como se deve fazer oposição?
A resposta a essa pergunta parece ser simples. E não se quer dizer aqui que a coisa é complicada.

Então, de início é bom lembrar que quem faz oposição a faz contra quem ganhou uma eleição. Contra alguém a quem a maioria do eleitorado aprovou e sufragou o seu nome. E é oportuno lembrar também que quem ficou em segundo lugar numa disputa eleitoral tem a responsabilidade e a obrigação de fazer oposição. Por quê? Porque os eleitores que não votaram no candidato que foi eleito precisam saber se a proposta do eleito está sendo executada e se ela não está prejudicando a maioria. E esse é que é o papel da oposição.

Mas o que é que compõe uma oposição?

Podem-se listar três itens: 1) propositura; 2) fiscalização; e  3) denúncia pública.  

No primeiro item, quer dizer, na propositura, os líderes oposicionistas devem conhecer muito bem o programa em execução do governante ao qual fazem oposição e dizer não queremos assim, do nosso jeito as coisas sairão melhor, e expor o que pretende. Ou dizer, isso que está sendo feito é desnecessário ou inoportuno, e expor com clareza o porquê das contestações.

Para o segundo item, a fiscalização, o opositor deve conhecer muito bem o que está sendo feito e fiscalizar, por exemplo, se o gasto público está sendo conduzido com rigor e honestidade, ou se a obra está sendo feita de acordo com o projeto aprovado. Há mecanismos legais, tanto para parlamentares como para os cidadãos sem mandato, que obrigam o governante a expor e a dar acesso aos dados.

A denúncia, o terceiro item, deve estar sempre  fundamentada  em um fato real e deve conter todas as provas que lhe dê base.

A responsabilidade moral, o compromisso com a verdade é uma condição  integrante e obrigatória tanto na propositura quanto na fiscalização e também na denúncia.

Nem se precisa dizer, mas o ódio pessoal, a raiva, a intolerância contra o eleito é falta de propositura e de fiscalização. É falta de conteúdo. É falta de objetividade porque o objetivo da oposição é a coisa pública, não a vida pessoal do governante. Muitos pensam equivocadamente que o discurso raivoso é por si só uma oposição. Não é. Muitas vezes só expõe o desequilíbrio de quem esbraveja os impropérios e a incontinência verbal.

Quando se faz um ataque pessoal contra o governante introduz-se na política um item que não faz parte dela: a vida privada.

A intriga pessoal, a descompostura, o ataque sem clareza e a agressão verbal são o conteúdo dos que não sabem propor e dos que não tiveram a responsabilidade de fiscalizar, ou, muito grave também, dos que não sabem.

Num episódio recente os vereadores da oposição em Baía Formosa não compareceram à Câmara Municipal na sessão de Abertura do Ano Legislativo. Não havia, pela natureza do evento, nenhuma pauta para votação. Logo não foi uma manobra de obstrução. O prefeito leu a mensagem do executivo e a oposição não quis ouvir. Não quis saber o que o prefeito tinha a dizer.

Poderão aqueles vereadores exercer com eficiência e eficácia a sua oposição? O não comparecimento foi um ato de oposição?

 

 

 
Postar um comentário