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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A traição do Sarney


A TV Amapá flagrou o senador Sarney, da base aliada do PT, votando, no segundo turno, no PSDB, concorrente do PT no pleito presidencial de 2014.

Se o Sarney tivesse votado PT 13 teria me surpreendido e destruído ao mesmo tempo todo o entendimento que eu construí ao longo dos anos sobre o caráter do ex-presidente.

Pois bem, vai se retirar da vida pública como o vigarista medíocre de sempre, e com uma prova - ainda que ilícita -  incontestável da dubiedade de caráter que ele insistia despudoradamente, em vão, ocultar do público, ao modo dos avestruzes.

Ao justificar o seu voto contra o Brasil, expôs sua concepção de critério de voto: a gratidão a Tancredo Neves, o que nunca terminou um mandato, avô do candidato Aécio concorrente da sua aliança.

Ora, gratidão sempre foi a moeda de troca do clientelismo celerado e ordinário que lhe rendeu mandatos incontáveis no Maranhão e no Amapá. Moeda até hoje usada pelos políticos brasileiros e base do raciocínio dos analistas políticos da Globo, Veja, Época, Folha de São Paulo e de outros tendenciosos.  E não recebeu sufrágio do Brasil porque o Tancredo fora eleito por um colégio, como quis a ditadura militar, não pelo sufrágio universal como queria a sociedade orquestrando a campanha "Diretas Já". 

Vice na chapa do mineiro escorregadio, Sarney assumiu a presidência numa licença transversa – o cabeça de chapa eleito pelo colégio eleitoral não chegou a tomar posse porque uma diverticulite o barrou na antessala – . O deputado Ulysses Guimarães, presidente da Câmara dos Deputados, e natural substituto do “eleito” morto e não empossado, não era do gosto dos milicos que se escafediam. Sarney era.
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