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quarta-feira, 29 de abril de 2015

A ampliação da capela de Pipa..




                            
 

                                                                             Dario Franco

         A manipulação da mídia, de há muito, integra a escola do jornalismo brasileiro.
         Na última semana de Abril, por cinco dias, visitei Tibau do Sul e Pipa, o balneário famoso que está encravado naquele município.

Lá nessa área, mora há cerca de dois anos o padre Luiz Paulo.

 O padre Luiz Paulo é um homem jovem, ardoroso, empenhado na sua missão e com um talento singular para a comunicação. Faz sucesso.

Na agenda do município está um tema que divide as opiniões: a ampliação da capela de São Sebastião em Pipa. A igrejinha é uma edificação singela de cerca de cinquenta anos e sem estilo arquitetônico definido.
         A favor da ampliação estão, evidentemente, os católicos que querem mais espaço no templo para se acomodar durante as funções religiosas e alguns políticos. Contra estão primeiramente os donos de pousadas e comerciantes que exploram o turismo, e, cooptados por esses, estão os protestantes e alguns políticos.

O que os une contra a empreitada da ampliação do templo são motivos diferentes que vão desde o medo da concorrência religiosa até o encolhimento do espaço de estacionamento dos carros dos que ocupam as pousadas que não têm espaço para tanto.

Um jornalista que mora em Pipa cuidou de levar a questiúncula à mídia e enfeixou todos os interesses em duas palavras: patrimônio histórico.
         A notícia que poderia ser “ampliação da capela de Pipa” transformou-se em “padre destrói patrimônio histórico” obviamente com um grau de repercussão devastador.

Com essa senha acionaram os órgãos administrativos local, estadual e federal, além do Ministério Público. Tudo para barrar a ação do padre. E o que não é patrimônio público tomba-se desde que se garanta o estacionamento dos carros dos turistas na propriedade da paróquia.

Paradoxalmente procurou-se até o Arcebispo Metropolitano de Natal Dom Jaime Vieira, superior hierárquico do religioso, para retirar o padre importuno daquelas paragens.

A manipulação da mídia, praticada sem pejo, por certo, inscreve-se entre os crimes contra a verdade.
                                                                

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