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domingo, 19 de abril de 2015

Opressor X Oprimido




                       Dario Franco


O meu amigo João Costa da Pizzaria do Castelo, aqui em Baía Formosa – aliás, é naquela pizzaria que está, em adega climatizada, a melhor carta de vinho do litoral sul do RN. Confiram com a Drª Elane Alexandria que além de advogada também é enóloga – o meu amigo, repito, publicou em sua página no Facebook uma postagem reclamando não só da concorrência comercial desleal, mas da arbitrariedade e da truculência do comerciante Nivaldo Melo que, como meu amigo João do Castelo, atua na área do turismo.
Vou focar o fato, postado no Facebook, no eixo opressor/oprimido e a partir d’aí construir o meu comentário.
Para o transgressor a ideia central é: eu posso. A impunidade, falada por todos e até usada como justificativa para não se buscar o Judiciário, somente corrobora essa ideia central. 
Também para o agredido a ideia central é: eu não posso, eu sou pequeno. E o não buscar a justiça para reivindicar direito usurpado é uma consequência.
É isso que alicerça a ideologia do opressor e a do oprimido.
A mídia tradicional tem sido chamada muita vez para o papel de justiça. O deputado Celso Russomano de São Paulo, por exemplo, tem um programa para defesa do consumidor.
A internet também tem ajudado porque, pelas redes sociais, se forma opinião pública.
Mas, o poder de pressão midiático não dispensa o arbítrio da justiça.
Não será que no caso de desrespeito a direitos a efetivação da justiça não poderia ajudar a quebrar a ideologia do opressor/oprimido?
Ora, no caso em pauta o João Costa distribuiu propaganda permitida do seu negócio em lugares consentidos pela legislação comercial; um cidadão que não é agente da lei a retirou. Pego em flagrante ele se justificou dizendo que estava “cumprindo ordens” do patrão – no caso o patrão é o comerciante Nivaldo Melo – como se essa desculpa lhe tirasse a culpa, o absolvesse do ilícito.
 Ao receber a informação de quem seja o mandante eu conheço a um só tempo o mandante e o executor da ilicitude.
Então, conhecendo os transgressores eu posso até denunciar nas redes sociais para alertar a comunidade que também poderá estar sendo vítima de arbítrios.
Só não posso, meus amigos, é dispensar a via judicial. Dispensá-la, sob qualquer pretexto, é fortalecer o obscurantismo e proclamar o descumprimento da lei e a impunidade como regras.
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