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domingo, 17 de julho de 2016

Aos professores de história de Baía Formosa-RN




                                    Dario Franco
O texto abaixo, sobre a história de Baía Formosa-RN –, está publicado na Wikipédia, no capítulo “História” – .
A história de Baía Formosa começou com a construção de um porto de embarcações. Esse porto originou um núcleo de pescadores e estava localizada na única baía do Rio Grande do Norte. No século XVIII, o tal lugar serviu como sendo uma área de veraneio para a família Albuquerque Maranhão e fazendeiros de lugares próximos. Em 1877, ocorreu a chamada "matança de agosto", que se constituiu em um episódio onde dono de uma área teria ido a um vilarejo, junto com um grupo armado, com a finalidade de tentar expulsar os moradores daquele lugar. Nesse contexto, surgiu a figura de Francisco Magalhães, que, juntamente com outros quatorze homens armados, conseguiram resistir aos agressores. O episódio foi comandado por João Albuquerque Maranhão, latifundiário e dono do Engenho Estrela, e se resumiu em uma horrível luta que resultou na morte seis pessoas e na prisão e julgamento do comandante da chacina.[2]
No final do século XIX, foi construída uma capela no local, tendo como padroeira a Imaculada Conceição.[2]Além disso, também foram criados e anexados ao município de Canguaretama os distritos de Baía Formosa eVila Flor.[7] O povoado do distrito começou a crescer, tendo como base econômica a lavoura e a pesca.[2] Em 1933, o distrito de Baía Formosa, que havia sido criado em 1892 e pertencia ao município de Canguaretama, foi extinto, juntamente com o distrito de Vila Flor, sendo que depois ambos os distritos foram recriados, mas em datas diferentes (o distrito de Vila Flor, que depois teve seu nome alterado para "Flor" e depois o nome voltou a se chamar "Vila Flor", foi recriado em 1938, enquanto o distrito de Baía Formosa foi recriado somente quinze anos depois). Finalmente, em 1958, o distrito de Baía Formosa foi desmembrado do município deCanguaretama, tornando-se novo município do estado do Rio Grande do Norte, por força da lei estadual n° 2338. O nome do município faz a referência à sua localização estratégica, no extremo leste potiguar e em uma bela enseada que forma a única baía do estado. [2]                           
       Além do português descuidado, e de linguagem deselegante o texto não merece fé.  
       Essa enciclopédia é livre e feita pela contribuição dos saberes disseminado na sociedade.
       Por certo que a Wikpédia espera honestidade intelectual de quem contribui, e não revisa texto.
      Não sei quem fez aquele escrito, mas a base da pesquisa é incipiente, restrita e equivocada, mesmo quando utiliza a única bibliografia não referenciada entre as 66 citações: o texto de Câmara Cascudo no verbete Baía Formosa, em Nomes da Terra, que ele publicou em 1968 –.
      Por isso, o documento não merece fé. Deve ser desprezado porque não é verdadeiro, e porque orienta enganosamente os estudantes.
       É falso afirmar que “A história de Baía Formosa começou com a construção de um porto de embarcações.” Esse enunciado deixa para trás três séculos de história conhecida – séc. XVI, XVII e XVIII – todo o período francês da exploração do pau-brasil, e de quebra, noticia a construção de um porto que nunca existiu. Ancoradouro não é porto.
Quando os franceses, e não os portugueses, chegaram aqui no século XV  Aratypicaba já existia e era habitada pelos índios “brasis” potiguaras.  Em 1587 ela já aparece no Tratado Descritivo do Brasil escrito pelo português colonizador Gabriel Soares de Souza.
É preciso se ter sempre em mente que o Brasil não começou com a invasão – descoberta –  portuguesa em 1500.

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