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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

É preciso fazer justiça.





                                                                                               Dario franco


Tenho repetido ao longo desses últimos cinco anos que Luis Eduardo, meu amigo Lu da FM, é o principal baluarte da campanha já vitoriosa, de avivamento da memória da Resistência do herói Francisco Magalhães.
Não nego a minha participação e não aponto o Lu como principal baluarte da campanha por falsa modéstia ou por bajulação. O faço por uma questão de justiça. Vou expor:
A brilhante página da nossa história – a Resistência de Francisco Magalhães – apagou-se através dos mais de cem anos. E apagou-se, não porque os nossos governantes de antanho e de agora tenham sido descuidados. Mas, apagou-se por uma contingencia que a ciência sociológica nos socorre para nos fazer entender.
 Somos, ainda agora, uma civilização oral. Nossos antepassados potiguaras não tinham escrita. O tupi era somente língua falada. Nossa oralidade é atávica, portanto. E sabe-se que a transmissão oral tende a se corromper e a se apagar através dos tempos. E isso ocorreu com o 10 de Agosto de 1877.
No final da década de 1960 eu escrevi um conto sobre o fato baseado numa pesquisa historiográfica. Meu intuito foi o de resgatar a história.
Pois bem, durante mais de quarenta anos, esse conto permaneceu guardado, sendo que os últimos seis anos, ele esteve publicado na internet - francodario66.blogspot.com -.
Num dia de janeiro de 2012, queixei-me ao Lu que aquele conto nunca despertara a atenção de um formosence. Ele permanecia inédito na cidade, e a nossa memória apagada. Foi aí que o Lu, numa tirada de gênio, me disse: “se a oralidade é coisa nossa, por que você não grava?”
Como eu não tinha pensado nisso antes? Não dá inveja?
Gravei com os meus próprios recursos e, só então, começou-se a reativar a memória coletiva.
Lu, muito obrigado pela sua lucidez. Muito obrigado pelo seu grito de “acorda”.
Nenhuma construção é obra de um só. E você é nosso baluarte.
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