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sábado, 13 de agosto de 2016

Um projeto para Baía Formosa-RN




                                                          Dario Franco

Sei que é desde a armação da equação que se garante uma análise consentânea com a realidade que se quer conhecer e sobre ela propor caminhos.
Penso que o modelo político que adotamos aqui em Baía Formosa-RN responde por muitas das questões que nos deixam inconformados, e com o desejo de interferir para arranjar consertos. E por modelo político circunscrevo aqui, para entendimento desta sucinta  análise, o rol de pré-requisitos que queremos encontrar nos candidatos aos cargos municipais.
Até à última eleição de Tomaz Melo tínhamos a ideia de que a propriedade da terra consagrava a indicação como direito natural. E esse era o modelo do latifúndio.
Com Samuel Monteiro e José Galdino inaugurou-se o modelo da oportunidade. O de dar vez ou passaporte para o enriquecimento individual. Por isso, fala-se “dar oportunidade”, “dar chance a outros”. E não é por acaso que até muito recentemente os mais abastados da cidade eram precisamente aqueles que tinham governado a municipalidade.
Esse modelo tem como cerne, como âmago, como princípio inicial a apropriação da coisa pública em benefício próprio, de si mesmo e da família.
Em cima dessa concepção, a da apropriação da coisa pública em benefício particular, assentamos os nossos sonhos e as nossas esperanças de desenvolvimento coletivo. Por certo uma incongruência. Por certo um cabal engano.
No final da década de 1990, surgiu aqui em BF, ligado ao PDT, salvo engano, um grupo de jovens esperançosos e com um sonho político: o de fazer um formosense  governante maior para encerrar o cíclo de lideranças estranhas ao nosso universo de Baía Formosa. Entendiam aqueles moços que o atraso em que vivíamos devia-se à entrega dos nossos destinos a mãos estrangeiras.
Conheci-os de perto com a expectativa de saber o projeto do grupo para Baía Formosa e conclui que o modelo de ascensão ao poder que eles almejavam era o mesmo que fizera do município uma mina a ser explorada por um arrendatário circunstancial. Há mesmo uma anedota que circula em nosso meio de que um ex-prefeito daqui de Baía Formosa teria dito ser a prefeitura uma coisa tão boa “que era bom que a gente pudesse arrenda-la”.
 Pois bem, todos os integrantes daquele grupo desenharam as suas conquistas políticas dentro do limite da individualidade: mereço me dar bem porque sou da terra.
 Não havia um projeto político para Baía Formosa.
 De fato, conquistaram um lugar ao Sol como vereador, como vice-prefeito ou como secretário de governo.
Até este ano eleitoral de 2016 não temos um projeto para Baía Formosa além da fraseologia vazia de “trazer benefícios para a cidade”.
Nesse vazio de rumo para o Município, fundamentamos as candidaturas em critérios que não respondem ao destino que almejamos, e insistimos nos critérios inadequados de dar oportunidade a quem ainda não teve e de eleger um da terra.  
Quando os nossos cidadãos se disporão a trocar o voto por um bem público, um bem coletivo?
 Quando surgirão candidatos cuja proposta seja a de colocar Baía Formosa no patamar de paraíso social e econômico?
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