sábado, 8 de outubro de 2016

Eleições 2016 em Baía Formosa RN. Que valores elegemos?





             
                                   Dario Franco

        Indubitavelmente os dois últimos governos do município de Baía Formosa RN, presididos por Nivaldo Melo, quebraram a hegemonia de uma tendência que vigorava há mais de cinquenta anos, qual seja, a do assistencialismo inconsequente e clientelista, e inauguraram a tendência de eleger o coletivo como princípio único da administração pública.
Nessa campanha eleitoral de 2016, dois candidatos apresentaram suas propostas: o advogado Queiroga balizou que a melhor coisa era avançar para o futuro, pôr o coletivo acima do individual, o bem comum acima do bem particular, e a outra, a do Adeilson da farmácia, apontou para o mais hediondo e perverso retrocesso: o retorno ao assistencialismo clientelista.
  A proposta do terceiro candidato, porque vazia e personalista, serviu somente para coadjuvar o retrocesso proposto pelo candidato Adeilson, em campanha há quatro anos.
Prova disso foi a recusa inexplicável do PDT/PT em, mantendo-se à cabeça da chapa, unir-se à proposta de avançar do Dr. Queiroga que se sugeriu como vice.
Pode-se falar agora em coligação transversa: a que o PDT e PT inauguraram na cena político-partidária em Baía Formosa RN.
Devem, por isso, mesmo, reclamar participação no governo que se instala em 1º de Janeiro de 2017, porque são responsáveis também pela vitória dele.
É bem verdade que o vazio sucessório que se anunciou há oito anos permitiu o que não foi possível na campanha anterior a essa: a aglutinação das forças e das lideranças mais reacionárias e desprezíveis em torno da proposta do retrocesso.
 Por certo que está aí a explicação para tão expressiva vitória do atraso político e social.
Os eleitores, agarrados aos antigos valores da assistência e da atenção individual em detrimento da preocupação com o interesse público, decidiram estancar no tempo. Nada de avanços.
Eleita, a ajuda será suficiente para o consumo do dia a dia.
Mas, o descontentamento deve se instalar já nos primeiros meses de governo já que a capacidade de oferta da Prefeitura não cobrirá, nem de longe, as benesses prometidas.
Vetaram as esperanças e os sonhos de toda a geração de jovens. Agora eles estão condenados à mais medonha exclusão e à falta de perspectiva .
O peso maior do eleitorado segue com um entendimento míope do seu papel e vota mediante o recebimento de um “benefício” pessoal.
Nessa campanha o voto ainda foi vendido e da maneira mais escandalosa e indisfarçável.
 O fim do financiamento de campanha ainda não disse a que veio.
Seria o voto facultativo o bisturi para extirpar esse cancro da democracia? Pode ser.
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