sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Foi acordo ortográfico ou reforma gramatical?




                                             Dario Franco

Tiraram o modo subjuntivo, Neli. Outro dia pedi a Zaide, 23 anos, aluna do curso de direito da UNP :
 - quando você vir o prof. Carlos Augusto diga-lhe que eu preciso encontrá-lo.
Zaide me corrigiu pronta, carinhosa e complacente:
       -  quando você ver, tiozinho!
Fiquei calado. Vai que o subjuntivo desapareceu no "acordo ortográfico".  Não? Pois é! Mas, ela me garantiu, por exemplo, que a crase foi extinta em alguns casos. Também não, Neli? Mas, olha, Zaide chama o "acordo" de reforma e justifica todas as  suas imprecisões nessa " mania de mudar as regras da língua".
Quando ela me disse que tinha chego logo cedo e eu sugeri chegado, com base na chave dos verbos abundantes,  ela não se deu por vencida e replicou :
     - na nova reforma gramatical "chego" é facultativo, tiozinho.
     O que eu faço, Manoel Neli Rocha Vieira?
Preciso me atualizar. Zaide me sugere isso, e insiste:
 - a gramática do seu tempo já mudou quase toda.
 Fico temeroso, caro Neli. Medo que digam que eu fui porque atropelado pela "reforma da língua".
No mais Zaide me acha atualizado, só um pouco devagar.  
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