quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Hoje tem sessão da Câmara de Vereadores de Baía Formosa-RN?





Sessão sempre às terças-feiras.
Sempre às terças-feiras, é bem verdade, a rotina de uma sessão monótona, quase engessada pelo formalismo mal interpretado.
Quebrado esse paradigma com a “dança das cadeiras,” como gosta de dizer o amigo Luis Eduardo da Pontal FM,  o parlamento passou a ter casa cheia de assistentes curiosos e ávidos por um desempenho brilhante  dos nove dignos ocupantes da Casa do Povo.
Aí, sem aviso e sem consideração aos eleitores e aos internautas, veio a reforma do parlamento, e a sessão semanal saiu da terça-feira para a quarta e depois para a quinta-feira.
Teria sido um balde de água fria no entusiasmo do eleitorado que entendeu que o parlamento tem papel decisivo na governabilidade do Município?
De outro jeito: a quebra da rotina terá esfriado o entusiasmo dos formosenses pelo seu parlamento?
Acabou-se a casa cheia?
Torço para que não.

Baía Formosa, 30 de novembro de 2017.

Dario Franco

Desmanche clandestino







Um veículo Fiat/Ducato Cargo, chassi 17609,  placa MZF 0618 que integra o patrimônio da Prefeitura de Baía Formosa, e  que serviu de ambulância aos munícipes, está desmanchado, segundo uma fonte,  em Canguaretama, no bairro Areia Branca, num povoado conhecido como Bomsucesso, na casa de um irmão do prefeito Adeilson, sr. Adriano Gomes, que também é proprietário do ônibus que transporta estudantes de Baía Formosa.
O presidente da Câmara de Vereadores, Airton Tanoeiro –PSD juntamente com os vereadores Toninho Madeiro-PROS, Robson Nobre-PSDB e Magno-PMDB fotografaram o veículo desmanchado e procuraram o Delegado de Polícia Civil de Canguaretama que se recusou a registrar o Boletim de Ocorrência - BO.
Os três vereadores, segundo informou a mesma fonte, estão nesse momento com o dr. Edízio,  Promotor de Justiça de Canguaretama, prestando depoimento e formalizando a denúncia do desmanche clandestino da Ducato.

Baía Formosa-RN, 30 de Novembro de 2017.

Dario Franco

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Metodologia científica na escola secundária. Por que não?







Está assim, com esse nome, Metodologia Científica, na grade curricular das universidades, e é uma disciplina oferecida nos cursos de graduação e de pós–graduação.
E dentro da disciplina Metodologia Científica, há um bloco sobre as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – que informa aos estudantes a como proceder no tocante, por exemplo, ao respeito ao direito autoral e à identificação da obra pesquisada.
A pesquisa bibliográfica, outro bloco da Metodologia Científica, nunca esteve tão praticada, embora de forma caótica, até entre alunos de cursos secundários.
Com certeza que o advento do mundo da informática permitiu o acesso à obras antes circunscrita às grandes bibliotecas e acessível a poucos.
E o desconhecimento das normas técnicas de citações diretas e indiretas, por exemplo, pode ser uma das causas da prática descontrolada do roubo autoral.
Então, por que não oferecer, já no curso secundário, a disciplina Metodologia Científica.
Baía Formosa, 28 de Novembro de 2017.

Dario Franco

domingo, 26 de novembro de 2017

O Parlamento vai perguntar?







O prefeito Adeilson Gomes disse, na entrevista que deu a Luiz Eduardo na FM Pontal, no dia 18/11, que recebeu o Município de Baía Formosa-RN, em Janeiro de 2017, com a expectativa de queda de arrecadação fiscal; disse também que sabia e que estava atento à crise político-econômica pela qual passava o País, mas, que também sabia que tinha que pôr o Município para “funcionar”. E para isto precisava de gente capacitada.
Ressaltou o prefeito, mesmo sem indicar números, que encontrou um alto índice de desemprego no Município e observou a necessidade de socorrer as famílias dando emprego na Prefeitura.
 Por isso, com o coração “cheio de boa vontade”, cheio de altruísmo, quase duplicou a folha de pagamento e virou, como se auto intitulou, “o prefeito que mais empregou em toda a história de Baía Formosa”.
Foi aí que, sem ter nada com a história, entrou a “transtornada” Rosalba Ciarline, prefeita de Mossoró, e o lembrou, num encontro da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte – FEMURN –, de que a crise era “sem precedentes”.
O prefeito até confessou que já tinha avaliado o cenário da crise, mas que nunca imaginou que ela chegaria a esse “extremo”, e que nunca imaginou que ela seria dessa proporção.
O prefeito Adeilson, disse que, arrepiado com o que ouviu da ex-governadora, voltou para Baía Formosa, reuniu seu gabinete, convocou o Legislativo e começou a demitir. “Cortar na própria carne” é retórica do entrevistador. Melhor dispensar nessa análise.
As demissões geraram, não uma crise política no seu governo, como avaliam muitos, mas, uma reagrupação nas bancadas do Parlamento Municipal, com a perda de alguns aliados mas, com o ganho controverso, é bem verdade, de toda a  bancada do PT, também alcunhada  de “ bancada nem fede nem cheira”.
Avalia-se que o governo saiu ganhando.
Como o entrevistador não perguntou, pode-se perguntar aqui:
1)   Quantos servidores tinha a Prefeitura até 31 de dezembro/2016 ?  
2)   Quantos foram contratados a partir de 1º de Janeiro/2017 até o início dos cortes?
3)   Com base em qual diagnóstico o governo Adeilson decidiu pela contratação de mais servidores?
4) Qual era o déficit de pessoal na burocracia municipal que obrigou a nova gestão a contratar para pôr o “Município para funcionar”?
5) No quadro de servidores concursados da Prefeitura não tinha pessoal suficiente e capacitado para continuar a prestação do serviço público no governo que se iniciava?
6) As novas contratações, mesmo com um encolhimento de  arrecadação, foram motivadas pela falta de servidores, como foi dito pelo prefeito, ou pela decisão de cumprir as promessas da campanha recém encerrada, como se falam nas ruas?  
7) O limite prudencial de gastos com pessoal” da Lei de Responsabilidade Fiscal,  artigo 22, não indicou que não aumentar a folha de pagamento era a coisa melhor a ser feita para o bem e para a segurança administrativo-financeira do Município?
São algumas perguntas, entre tantas outras, que o princípio constitucional da transparência ( art.5º XXXIII) na administração pública obriga, sob pena de responsabilidade, a gestão pública a responder aos cidadãos.
Baía Formosa, 26 de novembro de 2017.
Dario Franco

Ainda sobre roubo autoral.






Ele escreveu, assinou e postou na sua conta no Facebook:
Simone Barbalho de Alcântara e Bragança, filha caçula de d. Ernestina, é uma mãe dedicada.
Pela graça divina, ela é a mãe dos meus amados filhos.
Carlos Augusto.

Pedro gostou, copiou, editou e publicou:
Simone Barbalho de Alcântara e Bragança, filha caçula de d. Ernestina, é uma mãe dedicada.
Pela graça divina, ela é a mãe dos meus amados filhos.
Pedro Isidoro

Os amigos de Carlos Augusto disseram que ele era mesquinho porque reclamou do roubo do seu texto.
Pedro Isidoro desculpou-se o acusando de entender mal seu gesto.
Mas, Carlos Augusto insistiu que ainda não está demente e entendeu também outra coisa, o que todos estavam a dizer: o valor moral maior é a amizade. Roubo, não vem ao caso.
Carlos Augusto, derrotado, foi acusado de não ter senso de humor.

Pedro Isidoro, o amigo, elegeu-se prefeito e, baseado na mesma escala de valores morais, rasgou o programa de infraestrutura da cidade, e gastou os recursos públicos empregando na prefeitura somente os seus amigos. 
Em Janeiro, Pedro Isidoro vai receber o título de prefeito que mais empregou.

Baía Formosa, 25 de Novembro de 2017.
Dario Franco