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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O Parlamento na Berlinda





O Parlamento Municipal de Baía Formosa-RN assume temporariamente o primeiro plano da cena política, e expõe mazelas.
Poderia assumir o protagonismo com o recebimento festivo de um Projeto de Iniciativa Popular -PIP criando o Espaço Cultural Francisco Magalhães, por exemplo, mas, declinou da grandeza.
Ou, quem sabe, o “Comitê 10 de Agosto” não foi capaz de lhe dar a chance de se consagrar como Casa do Povo.
Então, a Câmara escolheu o papel menor mas, eletrizante da dança de cadeiras na composição das bancadas.
E, pela sua natureza, essa dança expõe micro questões estéreis para a vida da população, mas, muito rica e fecunda para o “toma-lá-dá-cá” da política menor, da política que se trava nos bastidores, longe da vista e da opinião do povo.
Duas questões se destacam nesse primeiro início de baile: traição e suborno.
Sobre a traição
1 – A traição diz respeito ao vereador Anselmo Acioly-PT, acusado de entregar provas de corrupção do Executivo Municipal ao PMDB para dar base à denuncia apresentada e lida no dia 14/11/2017 à Câmara de Vereadores.
Parece que a primeira vista não se pode acusá-lo de traição se se considerar que o seu partido, o PT, se apresenta como oposição ao governo do PSD. O PMDB também.
Mesmo assim, se o parlamentar detinha, já há algum tempo, farta documentação pretensamente comprobatória de corrupção do governo municipal, por que ele preferiu se apropriar por algum tempo do conhecimento dos prováveis ilícitos e só apresentá-los, oportunamente, renunciando à liderança da oposição?
É o Presidente do Diretório Municipal do PMDB, José Otávio Queiroga, quem diz: “... quem me entregou os documentos para que eu fundamentasse a denúncia foi o Vereador Bob, ...”sic
Por esses e outros problemas, se indaga: o PT é oposição mesmo? Então, por que ele mesmo não apresentou a denúncia à Câmara e pediu a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI? 
Outro aspecto: é ético conhecer a corrupção, montar dossiê e maturá-lo para uma denúncia que, quem sabe, atenda a outros interesses além da simples busca de probidade da vida pública?
 Isso não beira as raias da chantagem? 
Até onde se sabe o vereador nunca anunciou em plenário que perseguia provas para uma denúncia contra o Executivo. Deveria dizer? Sim, deveria. A informação é direito da população. 
Considerando-se que o mandato é do partido, e não do candidato eleito, como define a Lei, o Diretório Municipal do PT em Baía Formosa deve explicações à população?
Sobre o suborno
2 – Um comentário, numa postagem do Facebook, levanta suspeição sobre a posição do vereador Magno do PMDB.
Pergunta o comentarista, sr Wendell Alexandre: “E quanto ao parlamentar do PMDB que, como um mercenário, se vendeu ao grupo do Prefeito horas antes da posse?”
O Presidente do Diretório do PMDB, José Otávio Queiroga, nega qualquer negócio estranho e disse, num comentário no Facebook, que vai buscar a verdade. Afirmou ele: “... eu efetivamente vou saber se a afirmação é verdadeira de que o vereador do PMDB se vendeu em juízo. “ sic
Tendo tribuna, o parlamentar do PMDB poderá usá-la para se defender, e quebrar o silêncio obsequioso. É o mínimo que se pode esperar.

Baía Formosa, 17 de novembro de 2017

Dario Franco

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