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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Um Legislativo sem Brio.




Dario Franco

Em 2012, no afã de ver a memória do herói do 10 de Agosto de 1877 restaurada em seu próprio berço, idealizei um projeto de lei criando o Espaço Cultural Francisco Magalhães.
Imaginei um espaço que abrigasse o museu da cidade e um auditório onde se preservasse a nossa história e se incentivassem a arte e a cultura.
Confesso que temia que a visão eleitoreira reduzisse a homenagem, negada até agora ao conterrâneo que fundou a nossa cidadania, a um busto destinado ao olvido numa praça restaurada.
Tratei do assunto naquele ano de 2012 com o então vereador Wagner Nobre, e lhe apresentei uma minuta de projeto.
Entusiasmado, ele acatou a sugestão e em abril daquele ano de 2012 apresentou regimentalmente o projeto à Mesa da Câmara que veio a ter aprovação unânime, segundo me informou o edil, naquela ocasião.
O agora projeto da Câmara foi encaminhado ao Executivo que o vetou.
Nivaldo Melo, o então prefeito, discordou de um artigo que leu e não entendeu e vetou todo o projeto.
Poderia ter vetado somente o artigo que não entendeu.
A Câmara nunca examinou o veto injustificado e esqueceu um projeto aprovado por 9 X 0 no arquivo morto da Casa do Povo.
Em 2016, quatro anos depois, retomei aquela ideia de Espaço Cultural e imaginei que um projeto de iniciativa popular poderia mostrar a dimensão da importância de Francisco Magalhães.
O Comitê 10 de Agosto parece que não conseguiu recolher ao menos quatrocentas assinaturas necessárias.
Terça-feira, 31 de Outubro de 2017 eu vi a homenagem ao herói maior reduzida pela Câmara de Vereadores a um busto numa praça restaurada.
Será que o modo como tramitou aquele projeto foi a causa do esquecimento?
Será que o nosso povo não quer a homenagem ao seu herói?

Baía Formosa, 2 de novembro de 2017.

 
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