terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Oposição na nova era.







O que perdia a eleição se calava por quatro anos.
E os vereadores, eleitos pela oposição, viravam situação do dia pra noite.
Uma vez Parrudo foi eleito prefeito, mas só elegeu um vereador da sua coligação. No dia da eleição da Mesa da Câmara, cerca de três meses depois, Parrudo já tinha toda a bancada do seu lado, em troca de alguns favorecimentos. Saiu de oito a um para nove a zero.
Fisiologismo era a regra dominante.
Qualquer fala rara de inconformismo de algum desavisado recebia do povo as advertências:
“deixa o homem trabalhar”, ou, então o chulo
“quem perdeu vai mamar...” .
Trabalhar, aí nesse mantra, significa “meter a mão pelos pés”.
E no “quem perdeu vai mamar...” está a declaração sem subterfúgios, a explicitação clara do objetivo da eleição, ou do que entendem os maus cidadãos que seja a serventia da eleição: “mamar”.  
Mais claro do que isso impossível.
Foi assim durante longos anos. Virou tradição. Oposição é para ficar calada e ponto final.
Mas, em 2017 a história mudou. Como tudo na vida.
Parte da oposição, o PDT e o PT, ainda segue a tradição, e se juntou fisiologicamente ao PSD que ganhou a eleição para “mamar”.  O fisiologismo, quem sabe, pode ser ganhar secretarias e  barras processos administrativos de contratos espúrios contra membros do PDT.
Mas o PMDB diz que eleição é para governar e não para “mamar”.
E faz oposição.
 E pela primeira vez na história política de Baía Formosa-RN a oposição usa o direito de falar, o direito de fiscalizar e direito de denunciar.
O Parlamento Municipal, cheio de jovens, enxergou o caminho, entendeu o novo tempo e começou a aderir, e começou a agir.
A Lei e as normas da governança, que tinham sido banidas da convivência política em Baía Formosa-RN, foram chamadas de volta para presidir os atos do governo.
Se a Lei e as normas nunca tivessem sido escorraçadas da nossa convivência, da nossa sociedade em que grau de desenvolvimento nós estaríamos?

Baía Formosa, 19 de Dezembro de 2017.
Dario Franco

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Carro de estouro






Comprou o carro financiado e não pagou.
O banco foi a Justiça, e a Justiça botou a Polícia atrás do carro que não foi pago.
Adriano Gomes, irmão do prefeito Adeilson Gomes, que não é policial, encontrou o carro que não foi pago, numa sucata, em Macaíba-RN.
Adriano Gomes comprou o carro que estava escondido da polícia, para transformá-lo em patrimônio da Prefeitura de Baía Formosa-RN.
A polícia disse: isso é carro de estouro. O povo na rua diz: isso é carro de estouro.
Carro de estouro é carro alienado que é vendido para ser desmanchado e virar outro carro?
É. Respondeu o delegado.
Ia virar carro da Prefeitura. Nossa!
Um servidor do Setor de Transporte da Prefeitura de Baía Formosa, disse que a ambulância, depois que tivesse as peças trocadas pelas de um “carro de estouro”, seria transformada em um veículo Van de passageiros.
O servidor, que pediu sigilo da fonte, e que falará em tempo oportuno, disse também que foi o prefeito Adeilson quem sugeriu comprar e aproveitar o “carro de estouro”.
Grande novidade essa! Disse MPD. O vereador Richards Pereira-PSD já tinha dito isso na sessão da Câmara. E naquela ocasião ainda disse que o prefeito estava financiando o crime do próprio bolso.
Quem descobriu tanta coisa?
Cinco jovens e destemidos vereadores de Baía Formosa-RN, sem capa e sem espada, Airton Tanoeiro-PSD, Robson Nobre-PSDB, Tuninho Madeiro-PRÓS, Magno Cezar-PMDB e Alex do Sagi-PT.


Perguntado se o Ministério Público já sabe disso, um  vereador  respondeu:
“Sabe disso e de mais alguma coisa.”


Baía Formosa, 14 de Dezembro de 2017.
Dario Franco





domingo, 10 de dezembro de 2017

Denúncia grave contra Adeilson Gomes-PSD







O ex-secretário de Saúde, Sr. Yolando Neto, disse que avisou ao prefeito Adeilson Gomes de que a Nota Fiscal, no valor de R$ 22.772,87 , gerada na Secretaria de Transportes, era fraudulenta.
E disse mais o ex-Secretário de Saúde. Que um dos motivos para o seu pedido de demissão da Secretaria de Saúde foi a sua discordância quanto ao pagamento daquela fatura.
Disse ainda que a fatura da Nota fiscal fraudulenta só foi paga depois da sua exoneração.
Ou seja, mesmo avisado de que a Nota Fiscal era fraudulenta o prefeito Adeilson-PSD pagou a fatura.


Frisou que compareceu à Câmara de Vereadores no dia 13 de Junho/17 e que a fatura foi emitida no dia 22 de Julho e paga no dia 04 de setembro/17. E que a sua exoneração ocorreu no dia 21/08/17.  Ou seja, ele não poderia levar o documento à Câmara, quando convocado pelo Presidente Airton Ayrton Tanoeiro-PSD, simplesmente porque os fatos não tinham ocorrido ainda.
E colocou-se à disposição da Câmara para qualquer esclarecimento.
Certamente a Comissão instalada na Câmara de Vereadores para investigar a denúncia contra o prefeito Adeilson Gomes-PSD está atenta.
O Sr. Yolando Neto disse tudo isso respondendo a uma provocação do vereador Francisco Martins-PT no Facebook, ontem (9/12).
Desorientado, o vereador Francisco Martins-PT, quer investigar “Porque a nota foi parar nas mãos de "chefinhos políticos" e não ser apresentada por parlamentares?” sic
Por pertinente, é conveniente dizer ao vereador Francisco Martins-PT que a Nota Fiscal Fraudulenta original está no Gabinete do Prefeito. E que qualquer vereador pode pedir pra ver, e o prefeito não pode negar porque é documento público.
A Câmara de Vereadores recebeu só uma cópia dela.
A investigação na Câmara de Vereadores deve se orientar para a fraude na nota fiscal. Se houve desvio de documento na administração, compete ao Executivo apurar, não ao Poder Legislativo.
O que a sociedade sabe é que a denúncia contra o prefeito Adeilson Gomes-PSD foi apresentada pelos ilustres presidentes dos diretórios municipais do PMDB, PPS e PRB, respectivamente José Otávio de Queiroga, João Cavalcante Neto e Zélio Padilha. E estão legalmente identificados na apresentação da denúncia.
O vereador Francisco Martins-PT está na obrigação de revelar, da tribuna da Câmara, os nomes daqueles a quem ele, faltando com o decoro que o mandato popular lhe impõe, deselegante e grosseiramente, chama de “chefinhos políticos”.

Baia Formosa, 10 de Dezembro de 2017.

Dario Franco

sábado, 9 de dezembro de 2017

Carta aberta ao Sr. Vereador Francisco Martins







Li sua justificativa pelo voto de não recebimento da denúncia de improbidade administrativa, felizmente acatada pela Câmara de Vereadores de Baía Formosa-RN, contra o prefeito Adeilson Gomes, em resposta à minha crônica “Qual dos dois está com o povo?”, publicada também na minha página no Facebook, no dia 6/12/17.
1) O senhor votou não ao recebimento da denúncia . O outro parlamentar do PT, sr. Alex,  votou sim. O terceiro, também digno integrante da bancada, vereador Anselmo Acyoli, estava ausente. Então ficou um a um na bancada do PT.
Francisco Martins, o senhor diz que o PT está ao lado do povo.
Ora, se o PT está ao lado do povo e os votos do PT foram divergentes, um sim e outro não, eu posso e devo perguntar: qual autor dos voto divergente traiu o povo?  
E esse é o meu critério, neste caso, para definir um traidor. Um critério, atente para isto, dado pelo senhor mesmo.
Sua resposta diz  “... percebo alguns membros desta casa Legislativa, não representam um poder de fiscalização, ...”. sic
Isso é extremamente grave, sr. Francisco Martins. Isso me obriga a indagar:  tem algum membro  na Câmara de Vereadores de Baía Formosa-RN que não foi eleito pelo voto universal? Isso é uma denúncia contra o TRE-RN ou uma falta de domínio de expressão?
Quem são os membros da Casa Legislativa que não representam o poder de fiscalização?
O senhor esqueceu-se de dizer os nomes. E nós precisamos saber.
3) O seu texto mais ataca do que justifica. E a justificativa seria de suma importância para o eleitorado do Município.
O senhor justificou no seu texto que fundamentou o seu voto no motivo da denúncia e não na denúncia.
O certo não seria concentrar-se no conteúdo da denúncia, desprezando a motivação que o senhor o julga torpe?
Ora, o senhor diz que “o conteúdo denunciado é de fato problemas políticos e pessoais de insatisfação por perda de barganhas...”sic
Senhor Francisco, eu ouvi a leitura da denúncia. Não tinha nada disso no que eu ouvi na voz do 1º Secretário da Câmara, senhor vereador Antonioni Madeiro.
Mais uma vez lhe pergunto: é uma denuncia contra a Presidência da Casa Legislativa de Baía Formosa que teria lido um documento apócrifo? Isso é extremamente grave. Ou isso é limitação no uso da língua? O senhor escreveu o que não queria dizer?
4) O senhor escreveu: “recebido a denúncia, a casa deveria ter se reunido com todos os vereadores para que pudéssemos analisar os fatos relatados e então identificarmos os autores responsáveis com gastos com combustíveis...”sic
Senhor Francisco Martins, por que o senhor não disse isso na ocasião em que se anunciava a leitura de denúncia na sessão do dia 14/11.
  O senhor não sabia que deveria dizer aquilo naquele preciso momento? Ou o senhor calou-se como uma maneira de diminuir o peso do seu não ao recebimento da denúncia? Ou, ainda para usar o procedimento regimental para, quem sabe, tentar anular o processo de investigação?
Explique isso para todos nós.
Senhor Vereador Franco Martins, eu lhe fiz nove (9) perguntas.
Todas são fáceis de responder e tenho certeza de que o sr. as responderá com honestidade.
Mas, lhe rogo, isto é um pedido, responda-as da tribuna da Casa do Povo que é o espaço maior e mais adequado para a fala de um parlamentar.
O povo lhe colocou lá para ouvir a sua opinião sobre a política. A rede social é hoje importante instrumento e deve também ser usado pelos parlamentares. Mas, a Câmara nunca poderá ser lugar de silêncio. O silêncio favorece a barganha.
Baía Formosa, 9 de Dezembro de 2017.
 Dario Franco