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sábado, 9 de dezembro de 2017

Carta aberta ao Sr. Vereador Francisco Martins







Li sua justificativa pelo voto de não recebimento da denúncia de improbidade administrativa, felizmente acatada pela Câmara de Vereadores de Baía Formosa-RN, contra o prefeito Adeilson Gomes, em resposta à minha crônica “Qual dos dois está com o povo?”, publicada também na minha página no Facebook, no dia 6/12/17.
1) O senhor votou não ao recebimento da denúncia . O outro parlamentar do PT, sr. Alex,  votou sim. O terceiro, também digno integrante da bancada, vereador Anselmo Acyoli, estava ausente. Então ficou um a um na bancada do PT.
Francisco Martins, o senhor diz que o PT está ao lado do povo.
Ora, se o PT está ao lado do povo e os votos do PT foram divergentes, um sim e outro não, eu posso e devo perguntar: qual autor dos voto divergente traiu o povo?  
E esse é o meu critério, neste caso, para definir um traidor. Um critério, atente para isto, dado pelo senhor mesmo.
Sua resposta diz  “... percebo alguns membros desta casa Legislativa, não representam um poder de fiscalização, ...”. sic
Isso é extremamente grave, sr. Francisco Martins. Isso me obriga a indagar:  tem algum membro  na Câmara de Vereadores de Baía Formosa-RN que não foi eleito pelo voto universal? Isso é uma denúncia contra o TRE-RN ou uma falta de domínio de expressão?
Quem são os membros da Casa Legislativa que não representam o poder de fiscalização?
O senhor esqueceu-se de dizer os nomes. E nós precisamos saber.
3) O seu texto mais ataca do que justifica. E a justificativa seria de suma importância para o eleitorado do Município.
O senhor justificou no seu texto que fundamentou o seu voto no motivo da denúncia e não na denúncia.
O certo não seria concentrar-se no conteúdo da denúncia, desprezando a motivação que o senhor o julga torpe?
Ora, o senhor diz que “o conteúdo denunciado é de fato problemas políticos e pessoais de insatisfação por perda de barganhas...”sic
Senhor Francisco, eu ouvi a leitura da denúncia. Não tinha nada disso no que eu ouvi na voz do 1º Secretário da Câmara, senhor vereador Antonioni Madeiro.
Mais uma vez lhe pergunto: é uma denuncia contra a Presidência da Casa Legislativa de Baía Formosa que teria lido um documento apócrifo? Isso é extremamente grave. Ou isso é limitação no uso da língua? O senhor escreveu o que não queria dizer?
4) O senhor escreveu: “recebido a denúncia, a casa deveria ter se reunido com todos os vereadores para que pudéssemos analisar os fatos relatados e então identificarmos os autores responsáveis com gastos com combustíveis...”sic
Senhor Francisco Martins, por que o senhor não disse isso na ocasião em que se anunciava a leitura de denúncia na sessão do dia 14/11.
  O senhor não sabia que deveria dizer aquilo naquele preciso momento? Ou o senhor calou-se como uma maneira de diminuir o peso do seu não ao recebimento da denúncia? Ou, ainda para usar o procedimento regimental para, quem sabe, tentar anular o processo de investigação?
Explique isso para todos nós.
Senhor Vereador Franco Martins, eu lhe fiz nove (9) perguntas.
Todas são fáceis de responder e tenho certeza de que o sr. as responderá com honestidade.
Mas, lhe rogo, isto é um pedido, responda-as da tribuna da Casa do Povo que é o espaço maior e mais adequado para a fala de um parlamentar.
O povo lhe colocou lá para ouvir a sua opinião sobre a política. A rede social é hoje importante instrumento e deve também ser usado pelos parlamentares. Mas, a Câmara nunca poderá ser lugar de silêncio. O silêncio favorece a barganha.
Baía Formosa, 9 de Dezembro de 2017.
 Dario Franco


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