quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Com lisura e com transparência.








Oposição se faz a governos.
Oposição não se faz a pessoas.
Em Baía Formosa não se tem tradição de fazer oposição.
O candidato que perdia a eleição desaparecia por quatro anos.
Por que não temos tradição de fazer oposição?
Vejam, durante muitos três séculos nós vivemos debaixo das ordens de latifundiários poderosos.
Durante o Império eles mandavam na política. E depois da proclamação da República eles continuaram mandando.
Aqui em Baía Formosa o último latifundiário foi Frederico Melo.
Quem tinha coragem de contrariar a vontade de um latifundiário?
Contrariar a vontade de Frederico era arranjar encrenca para ter até que se mudar.
Os latifundiários  saíram da política, mas os prefeitos se comportam como senhores de engenho ou como capatazes, e o povo se comporta como empregado do senhor de engenho.
Até hoje nós pensamos que fazer oposição é uma coisa errada.
Oposição se faz a governos. Oposição à pessoa é infantilismo político.
Falar mal do Adeilson, opor-se a ele ou a Nivaldo, ou a Parrudo é mostrar-se sem entendimento político.
Oposição se faz a governos.
Penso que exercer a oposição começou agora em Baía Formosa.
E começou pelo Parlamento. Pela Câmara de Vereadores.
Homens jovens eleitos vereadores decidiram mudar o conteúdo dos nossos debates políticos.
O PMDB escolhido como partido líder da oposição tirou da cena política o medo do “dono do engenho” e proclamou a Lei como a senhora de todos.
Todos estão abaixo da Lei. Ninguém está acima.
Essa oposição quer que o prefeito trabalhe com lisura e com transparência.
Se no passado as oposições se calaram diante de delitos e crimes administrativos, batam no peito e se penitenciem.
Não usem a omissão por medo ou incapacidade  como argumento para impedir que a juventude exerça,  com destemor, o papel para o qual foi eleita.
O argumento “deixa o homem trabalhar” daqui para frente soará como falta de argumento.  

Baía Formosa, 7 de Dezembro de 2017.

Dario Franco



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