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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Era assim.




Era assim.
Terminada a apuração dos votos e promulgado os resultados das eleições municipais, os candidatos que não alcançavam  vitória, saíam da cena política por quatro anos.
Desapareciam e largavam os seus eleitores “com uma mão na frente e outra atrás”, como se costuma dizer.
Assim abandonados, esses eleitores ficavam expostos às perseguições do prefeito eleito e à sanha dos eleitores do eleito.
Uma coisa vergonhosa.  Indigna de gente civilisada.

Quatro anos depois reapareciam para repetir a mesma atuação.
Mas, quando subiram o palanque pedindo votos, esses candidatos disseram que estavam ali para defender os interesses do povo, e para trazer melhorias para o Município.
Por que sumiram, então?
Genayldo perguntou ao Dr. Queiroga: não será melhor o senhor também ficar calado como o Jucelino da coligação  PDT/PT ? Não seria melhor fazer como todos os outros sempre fizeram até agora?
A resposta do Dr. Queiroga foi instantânea, firme e me deu o que pensar.
Na política partidária, disse ele,  há dois jeitos de defender os interesses do Município: governando ou sendo oposição.
E acrescentou: oposição que se cala e se retira da cena política por quatro anos está defendendo interesses pessoais, não interesses públicos.
Eu concluo: oposição que se cala diante do desgoverno é tão criminosa quanto os que promovem o desgoverno.


Baía Formosa, 8 de Dezembro de 2017.

Dario Franco

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