terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O que podem fazer graduados e graduandos?






               
                

Ontem eu perguntei, aqui na minha página no Facebook, onde estão os graduados e universitários de Baía Formosa-RN.
Edirle Nascimento e Kilma Soares se apresentaram.
Edirle migrou para o Recife-PE e Kilma , graduada em Ciências Biológicas, está desempregada em Baía Formosa.
Muito obrigado pela leitura e pelos comentários ao texto.
Entre tantos aspectos que o tema sugere, como mercado de trabalho, por exemplo, quero, neste artigo, explorar dois pontos:
·       como a administração pública municipal tem tratado a questão da formação superior dos seus munícipes ao longo de cinquenta e nove anos; e
·       qual tem sido a contribuição dos graduados na formação do pensamento político dos seus conterrâneos.
A administração pública
         A Prefeitura não tem dados estatísticos sobre o número de pessoas diplomadas pelas universidades ou que estão cursando um curso de graduação.
Isso pode dizer pouco sobre o como se preocupa o Município com a formação dos seus quadros.
Entretanto, quando se constata que ao longo de cinquenta e nove anos de emancipação política nenhuma ação, pontual sequer, foi traçada com vistas à capacitação da sua maior riqueza, o recurso humano, percebe-se que esta não é uma questão importante para a administração pública municipal em todos os tempos.
É conveniente incluir a formação superior do seu recurso humano na planificação do Município?
A sociedade formosense está interessada e atenta a essa questão?

Sobre a contribuição dos graduados e dos graduandos.
        
         A história e a ciência política debitam à conta dos intelectuais a formulação do pensamento político de seus povos.
         Para Baía Formosa, isso não é diferente. A Universidade dá ao graduado os instrumentos intelectuais que embasarão a análise da realidade e que impulsionarão a formulação da filosofia do seu povo.
         Qual é o pensamento político que norteia os formosenses desde a sua emancipação como município?
         E qual rota a análise dessa história aponta como caminho de progresso e de grandeza do seu povo?
São quatro perguntas  que os universitários e graduados precisam examinar para discutir uma política de educação para o Município de Baía Formosa-RN.

Baía Formosa, 27 de Fevereiro de 2018.

Dario Franco

 






                 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Onde estão os universitários?









Hoje no final da tarde, eu perguntei ao professor Lourenço Madeiro quantos são os formosenses graduados e quantos estão matriculados em cursos de graduação universitária.
De pronto ele me respondeu que professores são setenta e cinco. Sobre outras áreas não disse e, como eu, também são sabe.
Mas, importa saber quantos são, o que fazem, e se estão trabalhando e vivendo em Baía Formosa-RN?
Respondo que sim, que é importante saber porque é uma mão-de-obra preciosa para o Município que, de alguma forma, contribuiu para o crescimento desse conhecimento, como me disse o professor Lourenço Madeiro.
E conhecimento é fundamental na afirmação da cidadania e no desenvolvimento humano. A sociedade ganha com a qualificação dos seus cidadãos.
Tivesse-se um planejamento para Baía Formosa e ter-se-ia traçado uma meta para qualificar o nosso recurso humano.
Que tal uma meta de 3%  de graduados em dez anos?
A considerar os 75 professores graduados, tem-se que se dizer que esse número representa menos de 1% do nosso universo populacional. É pouco, muito pouco.
Ainda assim é preciso perguntar: qual tem sido a retribuição do grupo universitário para o desenvolvimento político e social de Baía Formosa?
E qual tem sido o interesse das administrações municipais na absorção desse valioso recurso?

Baía Formosa, 26 de Fevereiro de 2018.
Dario Franco

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Sonata em Ré menor




1.Meu bairro é o maior.
    Allegro molto
Havia, nos anos 1970,  na televisão brasileira, Canal 2, Jornal do Comércio de Recife-PE, um programa de auditório, Meu Bairro é o Maior, animado pelo jornalista José Maria Marques.

Meu Bairro é o Maior, concorrido e empolgante, fez muito sucesso e era campeão de audiência.

As caravanas, trazidas sob patrocínio,  disputavam acirradamente a hegemonia do seu território na periferia do Recife.

2. A juventude não renova.          
     Allegro ma non tropo
Pois bem! Como se não tivesse avançado no tempo, como se tivesse acuada nos idos de 1958, Baía Formosa-RN ainda alenta a versão retrógrada daquele primarismo, editando a versão, não menos ultrapassada e alienante, do  "Minha Gestão é a Melhor" .
"Minha Gestão é a Melhor"  é um movimento político de massa que foca no candidato. Discute-se somente o candidato. Ama-o ou o odeia. Como no futebol.

Para ilustrar o que estou dizendo, meio envergonhado, lembro ao leitor o caso de um  vereador da base governista que, numa declaração ontológica recente, e para muitos infeliz, proclamou sua paixão política inequívoca  ao prefeito dizendo: "certo ou errado eu estou do lado dele ".

Discutir o que precisa o Município? Sem chance.
E Baía Formosa, como mãe amargurada, chora a traição e o esquecimento  do seus filhos ingratos  gerados nas suas entranhas.

A quem pedir socorro?

3. A juventude olha para trás.
    Andante largo

O "Minha Gestão é a Melhor" tem torcida de rua e modernamente grupo de WatsApp.

Adeílson Gomes-PSD tem uma, e Nivaldo Melo-PSB tem outra não menos deletéria. As torcidas digladiam-se e disputam hegemonia com o mesmo afã.

Incapaz de renovar, de conduzir para o futuro, a juventude se engaja nas torcidas,  empresta ares de modernidade e alimenta esse atraso que apequena o formosense.

E são essas torcidas quem autorizam os desmandos, a corrupção e a imoralidade porque os entende como direitos sagrados dos governantes.

4. Abertura do Ano Legislativo.
     Allegro maestoso
Terça-feira, 20/02, lendo a mensagem protocolar da Abertura do Ano Legislativo 2018, na Câmara de Vereadores de Baía Formosa- RN , o prefeito Adeílson Gomes-PSD, como animador de auditório, ainda se via no palanque da  campanha eleitoral.

Fez da Casa do Povo a casa da sua torcida.

Repetiu fatos e justificativas para os seus desacertos. Aliás, os mesmos que já tinha esbravejado na entrevista que deu à FM Pontal a pouco tempo.
O prefeito ainda não entendeu que negociar dívida é  também gerência, e não necessariamente desgoverno. Um compromisso assumido pelo Município não é compromisso privado. É público.

com o intuito claro de alimentar o desvario da sua torcida, desandou a proclamar "minha gestão é a melhor ".
Ao final uma reduzida caravana do bairro ali presente o aplaudiu protocolarmente.

Tinha falhado como claque.


Baía Formosa, 22  de Fevereiro de 2018.

Dario Franco

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Prestando contas.



1. Por que faço oposição ?

Decorrido mais de um ano da eleição de Adeílson Gomes-PSD para a chefia do Executivo Municipal de Baía Formosa-RN, mantenho-me na oposição, agora ao seu governo, mas pelo mesmo motivo que me fez rejeitar a sua candidatura: o comprometimento e a apropriação da coisa pública em benefício dos seus interesses privados, além da
perseguição aos adversários e do populismo primário e estéril, claro está.

2.  PT em BF é partido fisiológico.

Também rejeitei a candidatura do "filho da terra", nessa campanha eleitoral de 2016,  precisamente por conta do seu slogam: "uma oportunidade para um filho da terra" proclamado e defendido com exacerbação pela coligação PDT/PT, agora compondo a base fisiológica de apoio ao prefeito.
Ainda acho que o que se deve buscar é uma oportunidade para todos os filhos da terra.
O candidato, em causa, o Jucelino, tem grupo definido desde os anos 1980. 
E a  última composição do PT municipal teve o intuito de servir de sigla de aluguel ao PDT.
É uma facção que não tem feito bem à poltica, mas tem se dado bem na política.
Uma vaga de vice-prefeito aqui, uma secretaria ali, um assento no parlamento por vezes.
E xenofobismo é um preconceito perigoso.

3. Por que apostei no (P) MDB ?

Num cenário político nacional com o então PMDB protagonizando um golpe de Estado, o Diretório Municipal desse partido em Baía Formosa- RN, corria, naquela campanha eleitoral de 2016,  na contra-mão e apontava para o respeito institucional e para a precisa demarcação dos campos público e privado.
Não tive dúvidas. Defendi a candidatura de José Otávio Queiroga-MDB, precisamente pelo grau de consciência e de respeito aos espaços  onde se situam e se delimitam  o bem  público e o bem particular que a sua campanha exibiu sem subterfúgios, e assumindo conscientemente o risco  de perder simpatizantes da candidatura Queiroga para a cooptação dos apoios fisiológicos. Todos conhecem a prática venal de cooptação dos apoios declaradamente fisiológicos.
Mas, não subi no palanque nos dias em que Garibaldi e Henrique Alves, traidores do povo, lá estiveram.

4. Todos embarcaram na aventura.

É bom lembrar que todas as lideranças políticas já consagradas no Município rejeitaram o propósito do Dr. Queiroga ou omitiram apoio declarado a sua candidatura. Samuel, Parrudo, Luciano,  Ivanuza e outras lideranças menores compuseram com Adeílson. 
Nivaldo escolheu o silêncio. Era mais estratégico para o seu projeto familial de retornar em 2020. Ambição que a sua torcida não arrefece. A mim não satisfaz nem me cconvence um projeto pessoal. 
Quando se declarou a saída dos vereadores da base do prefeito Adeílson , Nivaldo, ausente até então, foi chamado pela torcida  primeiramente para a fotografia. E parou por aí.  Queiroga foi sequestrado  depois  para apoiar a nova formação e render homenagens ao líder dos torcedores. 
Queiroga não tinha e não tem projeto para um grupo nem para ele mesmo. Ele sequer tem grupo político. Grupo só de bons e numerosos amigos. Queiroga é um anfitrião generoso. Politicamente é um democrata pleno. Mas é, sobretudo, um advogado bem sucedido que enxerga com grandeza o Município.
Ao longo de mais de quarenta anos apostou em sucessivas candidaturas. Com o seu registro como candidato a prefeito, Baía Formosa nunca tinha tido um candidato de tamanha envergadura. 

5. Maioria oposicionista na Câmara vai se sustentar?

Até agora me mantenho defendendo  e  afirmando uma oposição inédita na história política de Baía Formosa-RN, e combatendo a torcida que, entranhada no organismo social, como doença maligna, nos cega e nos atrasa.
Avalio que afirmou-se pouco aquela oposição embrionária.
Para não faltar com a verdade para comigo mesmo,   devo dizer que a vejo como um embrião com pouca chance de prosperar. Ela só foi fecundada em Dezembro/17 quando alguns vereadores se retiraram da base governista.
É que a ética que nutre  governantes e governados, ao longo desses cinquenta e nove anos de emancipação administrativa , é a do atendimento prioritário dos projetos,  interesses e aspirações individuais. Predomina o valor moral invertido do bem particular acima do bem coletivo. Por isso, troca-se o voto por um bem pessoal. Nunca por um bem coletivo.

6. Para onde ruma BF ?

Nessa formação de uma oposição capaz de criar uma nova trilha para a ascensão da sociedade formosense, um fato justificou a minha luta até agora: a composição na Câmara de Vereadores de uma inédita bancada majoritária de oposição.
Uma realidade, aliás, que ainda não  convenceu completamente o eleitorado de oposição,  nem o situacionista. Todos ainda lembram do histórico da arrumação  para a eleição de Adeílson. 
Mas , graças  àquela composição no Parlamento foi possível que se recebesse uma denúncia contra o prefeito. Julgo que a defesa do alcaide buscará a tese do "vício de processo", com chance de vitória, em face do despreparo técnico dos vereadores.
Mas, julgo que nos falta um líder que conduza a travessia dos formosenses  para a terra prometida onde o bem comun será  maior do que a satisfação egoísta de candidatos que se apropriam da fortuna que pertence a todos.

Quem sabe, uma liderança está a se maturar no seio da juventude.

Baía Formosa,  20 de Fevereiro de 2018.

Dario Franco

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Black Block é uma tática.


Black block


Black blocks não são pessoas, começa daí.

As pessoas que faziam uso dessa tática acreditavam que o uso da força era  necessária contra instituições, polícia, dentre outros.
O grande problema começou quando setores da esquerda, extremamente pacíficos e apáticos, denunciavam as pessoas que se vestiam de preto. Os integrantes daqueles setores entoavam coros como "sem violência" enquanto  os "black blocks" partiam para o enfrentamento com a polícia.

É evidente que as pessoas que adotavam a tática black block começaram a se organizar de forma independente, visto que tinham estratégias diferentes de protesto.

Geralmente, são antifascistas, anarco, punks... uma galera que protesta contra os governos do PMDB, PSDB... mas também tinha sérias críticas ao governo do PT.

Ou seja, quem fazia uso da tática black block foi criminalizado pela mídia, pelos próprios petistas e pela esquerda "paz e amor",  e ainda foram enquadrados no crime de terrorismo, baseado na lei  sancionada  pela própria Dilma.

Impossível continuar a seguir o mesmo rumo com o pessoal da CUT, MST e demaIs movimentos. Não é mesmo?

E ainda, havia sim, policiais infiltrados nesses grupos, que quando identificados pelos manifestantes eram expulsos do ambiente.

 Logo, não existe essa de que a maioria dos black blocks eram policiais. Fomos nós, que acreditamos no uso da violência contra o estado, chamados de black blocks, que apanhamos, que fomos para o enfrentamento, que fomos criminalizados, enquanto o resto da esquerda fazia ciranda, bundaço e carregava bandeira.

Breno Silva
(sem revisão do autor)