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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Aos amantes afrontosos.
Viver um grande amor é viver um grande amor.
E isso basta. 
O resto é adereço.

Mas, se o adereço é o grande amor, então o grande amor é adereço.
E isso não é jogo de palavras.

Os que estão  divididos não se                repelem.
Contraditoriamente se harmonizam.

Intolerância é não aceitar o contraditório. Só há homoafetividade se houver heteroafetividade . 
Isso se harmoniza.
Quer ver?
Pule o muro de você e olhe para trás.

Ou não pule e  olhe para dentro.
É mais difícil. 
Mas, não se assuste se o olhar de si mesmo, o olhar para dentro,  fôr intolerante consigo mesmo.
Se isso acontecer, não peça aceitação. Expulse da alma a intolerância que se alojou cavilosamente dentro dela.

É que a intolerância não tem limites. Terreiro e igreja não são sequer  contrários.
São uma única e mesma coisa. Contrários são vida e morte, Norte e Sul.

Quando se proclama preferência,  confesssa-se decisão de luta para impor um lado.
Não se surpreenda se o outro polo que você criou se armar para a batalha.
É que isso é da dialética da natureza.

Agora é tempo de ler Cervantes.
Que escudo e que espada foram tomados para o empreendimento da luta
proclamada?

Amar não é extraordinário.
Os amantes lutam. 
Extraordinário é o amor.
De tão compacto, ele não tem lado de dentro.

Dario Franco 
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